Esfera com a bandeira: Hungria

Europa · 1 cidade

Hungria

Buda­peste nasceu em 1873 da união de Buda, Óbuda e Pest, nas duas margens do Danúbio. A basí­lica de Santo Estêvão, o museu naci­o­nal e o Par­la­mento contam a his­tó­ria de um reino com mais de mil anos.

Cidades visitadas

  • Budapeste

cidades com igreja, museu ou monumento descritos nesta página

Basílica · Budapeste

Basílica de Santo Estêvão

A Basí­lica de Santo Estêvão é a maior igreja de Buda­peste e é dedi­cada a Estêvão I, o pri­meiro rei da Hungria, coroado por volta do ano 1000 e res­pon­sá­vel pela cris­ti­a­ni­za­ção do país. Sua cons­tru­ção começou em 1851, segundo projeto de József Hild, e atra­ves­sou mais de meio século. Em 1868, a cúpula desabou, e a obra foi reto­mada por Miklós Ybl, um dos grandes arqui­te­tos hún­ga­ros do século XIX, que rede­se­nhou o edi­fí­cio em estilo neor­re­nas­cen­tista; após sua morte, os tra­ba­lhos foram con­clu­í­dos por József Kauser, em 1905. A cúpula tem 96 metros de altura, a mesma do Par­la­mento, número que lembra o ano de 896, tra­di­ci­o­nal­mente asso­ci­ado à chegada dos magi­a­res à bacia dos Cár­pa­tos; por tra­di­ção, nenhum edi­fí­cio da cidade deveria ultra­passá-la. O inte­rior é rica­mente deco­rado com már­mo­res, mosai­cos e pin­tu­ras. Na capela da Santa Destra está a relí­quia mais vene­rada do país, a mão direita mumi­fi­cada de Santo Estêvão, levada em pro­cis­são todos os anos em 20 de agosto, festa naci­o­nal húngara. Do terraço da cúpula avista-se toda a cidade.

Museu · Budapeste

Museu Nacional Húngaro

O Museu Naci­o­nal Húngaro foi fundado em 1802, quando o conde Ferenc Szé­chényi doou à nação sua coleção de livros, manus­cri­tos, mapas, moedas e objetos his­tó­ri­cos. O edi­fí­cio atual, em estilo neo­clás­sico, com um pórtico de colunas corín­tias, foi pro­je­tado por Mihály Pollack e cons­tru­ído entre 1837 e 1847, num período de forte afir­ma­ção da iden­ti­dade naci­o­nal húngara. Pouco depois, suas esca­da­rias entra­ram para a his­tó­ria: segundo a tra­di­ção, foi diante do museu que, em 15 de março de 1848, o poeta Sándor Petőfi recitou a “Canção Naci­o­nal”, dando início à revo­lu­ção húngara contra o domínio dos Habs­burgo. Até hoje, o 15 de março é cele­brado com ceri­mô­nias no jardim do museu. As cole­ções contam a his­tó­ria do ter­ri­tó­rio húngaro desde a pré-his­tó­ria, pas­sando pelos romanos, pela chegada dos magi­a­res, pelo reino medi­e­val, pela ocu­pa­ção otomana e pelo período dos Habs­burgo, até o século XX. Entre as peças mais pre­ci­o­sas está o manto da coro­a­ção dos reis hún­ga­ros, do século XI. A Santa Coroa da Hungria, que ali esteve exposta durante anos, foi trans­fe­rida para o Par­la­mento em 2000.

Monumento · Budapeste

Parlamento Húngaro

À margem do Danúbio, o Par­la­mento Húngaro é o maior edi­fí­cio da Hungria e um dos mais belos edi­fí­cios par­la­men­ta­res do mundo. Após a uni­fi­ca­ção de Buda, Óbuda e Pest, em 1873, a nova capital pre­ci­sava de uma sede à altura do Par­la­mento de um reino que se pre­pa­rava para cele­brar, em 1896, mil anos da chegada dos magi­a­res. Um con­curso inter­na­ci­o­nal esco­lheu o projeto de Imre Steindl, e as obras foram rea­li­za­das entre 1885 e 1904. O edi­fí­cio foi inau­gu­rado no ano do milênio, mas só con­clu­ído alguns anos depois; Steindl, já cego, morreu poucas semanas antes da con­clu­são. O estilo neo­gó­tico, ins­pi­rado no Par­la­mento de Londres, combina-se com uma grande cúpula de ins­pi­ra­ção renas­cen­tista, que atinge 96 metros de altura. O edi­fí­cio tem cen­te­nas de salas, dezenas de esca­da­rias e uma rica deco­ra­ção com ouro, vitrais, afres­cos e está­tuas de gover­nan­tes e per­so­na­gens da his­tó­ria húngara. Sob a cúpula, desde 2000, estão expos­tas a Santa Coroa da Hungria e as demais insíg­nias da coro­a­ção. À noite, ilu­mi­nado, o Par­la­mento refle­tido no Danúbio é uma das imagens mais céle­bres de Buda­peste.

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