Esfera com a bandeira: Rússia

Europa · 2 cidades

Rússia

Moscou, com a Praça Ver­me­lha e o Kremlin, e São Peters­burgo, a capital impe­rial fundada por Pedro, o Grande, resumem séculos de his­tó­ria russa. Nas duas cidades, cate­drais e museus monu­men­tais guardam a memória dos czares e da arte russa e euro­peia.

Cidades visitadas

  • Moscou
  • São Petersburgo

cidades com igreja, museu ou monumento descritos nesta página

Catedral · Moscou

Catedral de São Basílio

Na Praça Ver­me­lha, diante do Kremlin, a Cate­dral de São Basílio é talvez o edi­fí­cio mais reco­nhe­cí­vel da Rússia. Seu nome oficial é Cate­dral da Inter­ces­são da San­tís­sima Mãe de Deus no Fosso. Foi cons­tru­ída entre 1555 e 1561 por ordem do czar Ivan IV, o Ter­rí­vel, para come­mo­rar a con­quista do canato de Kazan, em 1552. A tra­di­ção atribui o projeto aos arqui­te­tos Barma e Postnik, e uma lenda, sem com­pro­va­ção his­tó­rica, conta que o czar mandou cegá-los para que nunca cons­tru­ís­sem nada igual. O con­junto é formado por uma igreja central, coroada por uma torre em forma de tenda, cercada por oito igrejas menores, cada uma com sua cúpula em bulbo, todas reu­ni­das sobre uma base comum. O nome popular vem de São Basílio, o Aben­ço­ado, um “louco em Cristo” vene­rado em Moscou, sepul­tado ali; sobre seu túmulo cons­truiu-se uma capela em 1588. As cores vivas e os padrões das cúpulas foram acres­cen­ta­dos nos séculos seguin­tes. Hoje a cate­dral fun­ci­ona como museu, ligado ao Museu His­tó­rico do Estado, e integra o con­junto do Kremlin e da Praça Ver­me­lha, Patri­mô­nio Mundial da UNESCO.

Museu · Moscou

Galeria Tretyakov

A Galeria Tretyakov nasceu da paixão de um cole­ci­o­na­dor. Em 1856, o comer­ci­ante mos­co­vita Pavel Tretyakov começou a adqui­rir obras de artis­tas russos con­tem­po­râ­neos, com o obje­tivo de formar uma coleção de arte naci­o­nal. Ao longo de quatro décadas, reuniu milha­res de pin­tu­ras, dese­nhos e escul­tu­ras e, em 1892, doou a coleção e sua casa à cidade de Moscou. O edi­fí­cio ganhou no início do século XX a fachada carac­te­rís­tica, ins­pi­rada nas igrejas e casas senho­ri­ais russas antigas, dese­nhada pelo pintor Viktor Vas­net­sov. A galeria guarda o mais impor­tante acervo de arte russa do mundo, desde os ícones medi­e­vais, entre os quais obras ligadas a Andrei Rublev e à escola de Moscou, até a pro­du­ção do século XX. Estão ali obras-primas dos pin­to­res rea­lis­tas do século XIX, como Ilya Repin, Vasily Surikov e Ivan Shishkin, os grandes retra­tos e pai­sa­gens russas, e o sim­bo­lismo de Mikhail Vrubel. A arte moderna e de van­guarda, com nomes como Kan­dinsky e Male­vich, ocupa a Nova Tretyakov, em outro edi­fí­cio, às margens do rio Moscou.

Catedral · São Petersburgo

Catedral de Santo Isaac

A Cate­dral de Santo Isaac é a maior igreja de São Peters­burgo e uma das maiores cate­drais orto­do­xas do mundo. É dedi­cada a Santo Isaac da Dal­má­cia, cuja festa coin­ci­dia com o dia do nas­ci­mento de Pedro, o Grande, fun­da­dor da cidade. No local exis­ti­ram três igrejas ante­ri­o­res. O edi­fí­cio atual foi pro­je­tado pelo arqui­teto francês Auguste de Mont­fer­rand e cons­tru­ído entre 1818 e 1858, numa obra que mobi­li­zou milha­res de tra­ba­lha­do­res durante quatro décadas. Em estilo neo­clás­sico, a cate­dral impres­si­ona pelas colunas mono­lí­ti­cas de granito ver­me­lho dos pór­ti­cos, trans­por­ta­das da Fin­lân­dia e ergui­das com enge­nho­sos sis­te­mas de ala­van­cas, e pela grande cúpula dourada, visível de vários pontos da cidade. O inte­rior é reves­tido de már­mo­res, mala­quita e lápis-lazúli, com pin­tu­ras, escul­tu­ras e mosai­cos, e a ico­nós­tase tem colunas de mala­quita. Mont­fer­rand tra­ba­lhou na cate­dral até o fim da vida e morreu logo após a sua inau­gu­ra­ção. No período sovi­é­tico, a igreja foi trans­for­mada em museu, função que mantém até hoje, embora volte a receber cele­bra­ções reli­gi­o­sas. A colu­nata da cúpula oferece uma ampla vista sobre São Peters­burgo.

Museu · São Petersburgo

Museu Hermitage

O Museu Her­mi­tage é um dos maiores e mais antigos museus do mundo. Sua origem é tra­di­ci­o­nal­mente fixada em 1764, quando a impe­ra­triz Cata­rina, a Grande, adqui­riu um impor­tante con­junto de pin­tu­ras euro­peias. A coleção cresceu rapi­da­mente com compras de acervos intei­ros na Europa e foi ins­ta­lada em edi­fí­cios cons­tru­í­dos junto ao Palácio de Inverno, a resi­dên­cia dos czares, pro­je­tado por Bar­to­lo­meo Ras­trelli no século XVIII. O nome “Her­mi­tage”, ere­mi­té­rio, refere-se ao caráter reser­vado desses espaços, ini­ci­al­mente des­ti­na­dos apenas à impe­ra­triz e a seus con­vi­da­dos. Em 1852, o Novo Her­mi­tage foi aberto ao público. Depois da Revo­lu­ção de 1917, o Palácio de Inverno passou a inte­grar o museu, cujo acervo ultra­passa hoje três milhões de objetos, da pré-his­tó­ria à arte con­tem­po­râ­nea. Entre as obras mais céle­bres estão duas pin­tu­ras de Leo­nardo da Vinci, a “Madona Benois” e a “Madona Litta”, um grande con­junto de Rem­brandt, como “O Retorno do Filho Pródigo”, obras de Rafael, Ticiano, Rubens e dos impres­si­o­nis­tas, e “A Dança”, de Henri Matisse. As salas do palácio, como a Esca­da­ria do Jordão, são elas pró­prias obras de arte.

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