Esfera com a bandeira: Argentina

América do Sul · 3 cidades

Argentina

Da ele­gân­cia por­te­nha de Buenos Aires aos gelos da Pata­gô­nia, a Argen­tina foi a pri­meira grande porta desta tra­ves­sia. Na capital, a cate­dral diante da Plaza de Mayo e o museu naci­o­nal de belas-artes guardam a memória reli­gi­osa, polí­tica e artís­tica do país.

Cidades visitadas

  • Buenos Aires
  • El Calafate
  • Ushuaia

cidades com igreja, museu ou monumento descritos nesta página

Catedral · Buenos Aires

Catedral Metropolitana de Buenos Aires

Erguida diante da Plaza de Mayo, a Cate­dral Metro­po­li­tana ocupa o mesmo lugar onde, desde os pri­mei­ros tempos da cidade colo­nial, existiu a igreja prin­ci­pal de Buenos Aires. Os templos ante­ri­o­res, mais modes­tos, sofre­ram desa­ba­men­tos e recons­tru­ções suces­si­vas, até que, em meados do século XVIII, teve início a cons­tru­ção do edi­fí­cio atual, cujo corpo interno con­serva o traçado sete­cen­tista. A feição que hoje iden­ti­fica a cate­dral surgiu no século XIX: uma fachada neo­clás­sica de doze colunas, ins­pi­rada nos templos da Anti­gui­dade, que lhe dá mais apa­rên­cia de edi­fí­cio cívico do que de igreja. No frontão, um relevo repre­senta o reen­con­tro de José com seus irmãos, epi­só­dio bíblico lido à época como símbolo de recon­ci­li­a­ção naci­o­nal depois das guerras civis. No inte­rior, entre altares bar­ro­cos e pisos de mosaico vene­zi­ano, está o mau­so­léu do general José de San Martín, herói da inde­pen­dên­cia argen­tina, chileno e peruano, cujos restos foram tras­la­da­dos para ali em 1880 e são guar­da­dos per­ma­nen­te­mente pelos Gra­na­dei­ros a Cavalo. A cate­dral é a sede da Arqui­di­o­cese de Buenos Aires, que teve como arce­bispo Jorge Mario Ber­go­glio antes de sua eleição como papa Fran­cisco, em 2013.

Museu · Buenos Aires

Museo Nacional de Bellas Artes

Criado em 1895, o Museo Naci­o­nal de Bellas Artes teve como pri­meiro diretor o pintor e crítico Eduardo Schi­af­fino, empe­nhado em dotar a jovem nação argen­tina de uma grande coleção pública de arte. Depois de passar por sedes pro­vi­só­rias, o museu ins­ta­lou-se em 1933 no bairro da Reco­leta, na Avenida del Liber­ta­dor, num antigo edi­fí­cio de bombas da com­pa­nhia de águas da cidade, adap­tado pelo arqui­teto Ale­jan­dro Bus­tillo. A fachada sóbria, de tom aver­me­lhado, abriga hoje uma das cole­ções mais impor­tan­tes da América Latina. O acervo europeu reúne obras de mestres antigos, como El Greco e Goya, além de um con­junto expres­sivo de impres­si­o­nis­tas e pós-impres­si­o­nis­tas, com pin­tu­ras de Manet, Monet, Degas, Renoir e Van Gogh, e escul­tu­ras de Auguste Rodin. A arte argen­tina ocupa lugar central: dos retra­tos do século XIX, com Pri­li­di­ano Pueyr­re­dón, às cenas da Guerra do Para­guai pin­ta­das por Cândido López, e a obras céle­bres como “Sin pan y sin trabajo”, de Ernesto de la Cárcova, até a pro­du­ção moderna e con­tem­po­râ­nea. Com entrada gra­tuita, o museu é um dos espaços cul­tu­rais mais visi­ta­dos de Buenos Aires e um tes­te­mu­nho da ambição cos­mo­po­lita da capital argen­tina.

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