Esfera com a bandeira: Panamá

América do Norte e Central · 1 cidade

Panamá

Ponte entre dois oceanos e dois con­ti­nen­tes, o Panamá tem no seu canal uma das grandes obras da enge­nha­ria moderna. No Casco Antiguo da capital, a cate­dral e o museu do canal contam essa his­tó­ria de tra­ves­sias.

Cidades visitadas

  • Cidade do Panamá

cidades com igreja, museu ou monumento descritos nesta página

Catedral · Cidade do Panamá

Catedral Metropolitana de Panamá

A Cate­dral Basí­lica de Santa María la Antigua é o prin­ci­pal templo cató­lico do Panamá e o coração do Casco Antiguo, o bairro his­tó­rico da capital. Sua his­tó­ria está ligada à da própria cidade: depois que a pri­meira Cidade do Panamá, hoje conhe­cida como Panamá Viejo, foi saque­ada e incen­di­ada em 1671 durante o ataque do cor­sá­rio Henry Morgan, os habi­tan­tes refun­da­ram a cidade em 1673 num pro­mon­tó­rio mais fácil de defen­der. A cons­tru­ção da nova cate­dral começou no fim do século XVII e esten­deu-se por mais de cem anos, até sua con­sa­gra­ção em 1796. A fachada, ladeada por duas torres brancas, combina influên­cias do barroco e do neo­clás­sico e se abre para a praça prin­ci­pal do bairro. Dani­fi­cada pelo tempo e por ter­re­mo­tos, a cate­dral passou por uma ampla res­tau­ra­ção e foi rea­berta em 2018. Em janeiro de 2019, durante a Jornada Mundial da Juven­tude rea­li­zada no Panamá, o papa Fran­cisco con­sa­grou seu novo altar. O Casco Antiguo, junto com o sítio arque­o­ló­gico do Panamá Viejo, integra a lista do Patri­mô­nio Mundial da UNESCO.

Museu · Cidade do Panamá

Museo del Canal Interoceánico

Ins­ta­lado num ele­gante edi­fí­cio do século XIX na praça da cate­dral, no Casco Antiguo, o Museo del Canal Inte­ro­ce­á­nico conta a his­tó­ria de uma das maiores obras de enge­nha­ria da huma­ni­dade. O prédio foi cons­tru­ído como hotel e, na década de 1880, tornou-se sede da com­pa­nhia fran­cesa lide­rada por Fer­di­nand de Lesseps, o cons­tru­tor do Canal de Suez, que tentou abrir a pas­sa­gem entre o Atlân­tico e o Pací­fico. A ten­ta­tiva fran­cesa fra­cas­sou diante das difi­cul­da­des téc­ni­cas, das doenças tro­pi­cais, que fizeram milha­res de vítimas, e da falên­cia da empresa. Mais tarde o edi­fí­cio serviu à admi­nis­tra­ção norte-ame­ri­cana e aos cor­reios pana­me­nhos, até abrigar o museu, aberto em 1997. A expo­si­ção per­corre a impor­tân­cia do istmo desde os tempos pré-colom­bi­a­nos e colo­ni­ais, a fer­ro­via tran­síst­mica do século XIX, a sepa­ra­ção do Panamá da Colôm­bia em 1903, a cons­tru­ção norte-ame­ri­cana do canal, inau­gu­rado em 1914, e as longas nego­ci­a­ções que cul­mi­na­ram nos tra­ta­dos Tor­ri­jos-Carter, de 1977. O per­curso termina com a trans­fe­rên­cia do canal ao Panamá, em 31 de dezem­bro de 1999.

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