Esfera com a bandeira: Portugal

Europa · 15 cidades

Portugal

Por­tu­gal é o país mais per­cor­rido desta tra­ves­sia depois da Itália: quinze cidades, de Gui­ma­rães, berço da nação, a Évora e Lisboa. Entre a capital e o Porto, a his­tó­ria por­tu­guesa cruza-se com a do Brasil na figura de Dom Pedro I, nascido e fale­cido no Palácio de Queluz.

Cidades visitadas

  • Braga
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  • Lisboa
  • Mafra
  • Óbidos
  • Porto
  • Santarém
  • Sintra
  • Viana do Castelo
  • Viseu

cidades com igreja, museu ou monumento descritos nesta página

Catedral · Lisboa

Sé de Lisboa

A Sé de Lisboa, dedi­cada a Santa Maria Maior, é a igreja mais antiga da cidade. Sua cons­tru­ção começou pouco depois de 1147, quando Dom Afonso Hen­ri­ques, pri­meiro rei de Por­tu­gal, con­quis­tou Lisboa aos mouros com o apoio de cru­za­dos vindos do norte da Europa. A tra­di­ção diz que o templo foi erguido no local da antiga mes­quita prin­ci­pal. O edi­fí­cio nasceu româ­nico, com aspecto de for­ta­leza, duas torres sólidas e uma grande rosácea, e recebeu nos séculos seguin­tes acrés­ci­mos góticos, como o claus­tro e a cabe­ceira com deam­bu­la­tó­rio, onde estão túmulos medi­e­vais de grande beleza. A Sé resis­tiu, com danos, a vários ter­re­mo­tos, entre eles o grande sismo de 1755, que des­truiu boa parte da capital; recons­tru­ções e res­tau­ros pos­te­ri­o­res, sobre­tudo no século XX, pro­cu­ra­ram recu­pe­rar sua feição medi­e­val. Junto da pia batis­mal, a tra­di­ção lembra que ali foi bati­zado Santo Antônio de Lisboa, nascido nas pro­xi­mi­da­des no fim do século XII. As esca­va­ções arque­o­ló­gi­cas no claus­tro reve­la­ram ves­tí­gios romanos, islâ­mi­cos e medi­e­vais, mos­trando as muitas camadas de his­tó­ria sobre as quais a cidade foi cons­tru­ída.

Museu · Lisboa

Museu Nacional de Arte Antiga

Inau­gu­rado em 1884, o Museu Naci­o­nal de Arte Antiga ocupa o Palácio Alvor, conhe­cido também como Palácio das Janelas Verdes, um edi­fí­cio do século XVII voltado para o Tejo, ampli­ado no século XX para receber o acervo cres­cente. Suas cole­ções for­ma­ram-se em grande parte com bens pro­ve­ni­en­tes de con­ven­tos e mos­tei­ros extin­tos depois de 1834 e reúnem o mais impor­tante con­junto de arte antiga de Por­tu­gal. A obra mais emble­má­tica são os Painéis de São Vicente, atri­bu­í­dos a Nuno Gon­çal­ves e pin­ta­dos no século XV, em que dezenas de figuras da soci­e­dade por­tu­guesa daquele tempo rodeiam o santo. O museu guarda também “As Ten­ta­ções de Santo Antão”, de Hie­rony­mus Bosch, obras de Dürer, Holbein, Rafael e Zur­ba­rán, e a Cus­tó­dia de Belém, peça de ouri­ve­sa­ria feita no início do século XVI com o pri­meiro ouro trazido do Oriente. Os biombos Namban, que retra­tam a chegada dos por­tu­gue­ses ao Japão, e as peças de arte indo-por­tu­guesa e afro-por­tu­guesa recor­dam o alcance mundial da expan­são marí­tima. O jardim, com vista para o rio, com­pleta a visita.

Palácio · Lisboa (Queluz)

Palácio Nacional de Queluz

Muitas vezes chamado de “Ver­sa­lhes por­tu­guês”, o Palácio Naci­o­nal de Queluz começou a ser cons­tru­ído em 1747 como resi­dên­cia de verão do infante Dom Pedro, futuro rei con­sorte Pedro III, marido da rainha Dona Maria I. O arqui­teto Mateus Vicente de Oli­veira e o francês Jean-Bap­tiste Robil­lion criaram um con­junto rococó de grande deli­ca­deza, com salas de espe­lhos e dou­ra­dos, como a Sala do Trono e a Sala dos Embai­xa­do­res, e jardins formais com lagos, está­tuas e um canal reves­tido de azu­le­jos. A partir de 1794 o palácio tornou-se resi­dên­cia per­ma­nente da família real, até a partida da corte para o Brasil, em 1807, diante da invasão fran­cesa. É aqui que a his­tó­ria de Queluz toca de perto a do Brasil: no Quarto D. Quixote, assim chamado pelas pin­tu­ras com cenas do romance de Cer­van­tes, nasceu em 12 de outubro de 1798 Dom Pedro, futuro Dom Pedro I, impe­ra­dor do Brasil, e Dom Pedro IV, rei de Por­tu­gal. No mesmo quarto, ele morreu de tuber­cu­lose em 24 de setem­bro de 1834, com apenas 35 anos, poucos meses depois de vencer a guerra civil por­tu­guesa.

Catedral · Porto

Sé do Porto

No alto do morro da Pena Ventosa, no ponto mais antigo da cidade, a Sé do Porto domina o casario e o rio Douro. Sua cons­tru­ção começou no século XII, em estilo româ­nico, e o edi­fí­cio con­serva até hoje o aspecto de igreja-for­ta­leza, com torres robus­tas e ameias. Ao longo dos séculos, recebeu acrés­ci­mos góticos, como o claus­tro do século XIV, e impor­tan­tes inter­ven­ções bar­ro­cas nos séculos XVII e XVIII, quando foram remo­de­la­dos o inte­rior, a capela-mor e a fachada. Destaca-se a galilé lateral atri­bu­ída a Nicolau Nasoni, o arqui­teto ita­li­ano que deixou no Porto obras como a Torre dos Clé­ri­gos. Os azu­le­jos azuis e brancos do claus­tro, com cenas ins­pi­ra­das no Cântico dos Cân­ti­cos, são dos mais belos da cidade, e o altar de prata da capela do San­tís­simo é uma obra-prima da ouri­ve­sa­ria por­tu­guesa. Foi na Sé do Porto que se cele­brou, em 1387, o casa­mento do rei Dom João I com Filipa de Len­cas­tre, união que selou a aliança com a Ingla­terra e deu origem à chamada Ínclita Geração.

Museu · Porto

Museu Nacional Soares dos Reis

O Museu Naci­o­nal Soares dos Reis é con­si­de­rado o pri­meiro museu público de arte de Por­tu­gal. Sua origem está no Museu Por­tu­ense, criado em 1833 por ini­ci­a­tiva de Dom Pedro IV, o mesmo Dom Pedro I do Brasil, durante o Cerco do Porto. Naquela guerra civil entre libe­rais e abso­lu­tis­tas, Dom Pedro desem­bar­cou perto do Porto em julho de 1832 com o exér­cito liberal e resis­tiu na cidade por cerca de um ano às forças de seu irmão, Dom Miguel; o museu nasceu para reco­lher e pro­te­ger obras de arte de con­ven­tos aban­do­na­dos. Em gra­ti­dão à cidade, Dom Pedro deixou-lhe o próprio coração, ainda hoje guar­dado na Igreja da Lapa. Desde a década de 1940, o museu ocupa o Palácio dos Car­ran­cas, edi­fí­cio neo­clás­sico do fim do século XVIII. Leva o nome do escul­tor por­tu­ense António Soares dos Reis, autor de “O Des­ter­rado”, sua obra mais célebre, exposta no museu. O acervo reúne pintura e escul­tura por­tu­gue­sas dos séculos XIX e XX, com nomes como Silva Porto, Hen­ri­que Pousão e Colum­bano, além de ouri­ve­sa­ria, cerâ­mica e artes deco­ra­ti­vas.

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