Esfera com a bandeira: Espanha

Europa · 14 cidades

Espanha

Qua­torze cidades, das mura­lhas de Ávila à Alham­bra de Granada, dese­nham uma Espanha de muitas camadas: romana, visi­goda, islâ­mica, cristã e moderna. Madrid, Bar­ce­lona e San­ti­ago de Com­pos­tela guardam três de suas maiores igrejas e museus.

Cidades visitadas

  • Ávila
  • Barcelona
  • Granada
  • Madrid
  • Montserrat
  • Salamanca
  • Zaragoza
  • Segóvia
  • Sierra Nevada
  • Sevilha
  • Toledo
  • Valência
  • Vigo
  • Santiago de Compostela

cidades com igreja, museu ou monumento descritos nesta página

Catedral · Madrid

Catedral de la Almudena

Embora Madrid seja capital da Espanha desde 1561, a cidade passou mais de três séculos sem uma cate­dral própria, pois per­ten­cia à antiga diocese de Toledo. Só em 1883 foi lançada a pedra fun­da­men­tal da Cate­dral de Santa María la Real de la Almu­dena, dedi­cada à padro­eira da cidade, cuja imagem, segundo a tra­di­ção, foi escon­dida nas mura­lhas durante o domínio muçul­mano e reen­con­trada séculos depois. O projeto ori­gi­nal, do marquês de Cubas, previa um grande templo neo­gó­tico, mas apenas a cripta, de estilo neor­ro­mâ­nico, foi con­clu­ída nas pri­mei­ras décadas. As obras foram inter­rom­pi­das por falta de recur­sos e pela Guerra Civil Espa­nhola, e o plano foi revisto: o exte­rior recebeu feição neo­clás­sica para dia­lo­gar com o Palácio Real, que fica em frente, enquanto o inte­rior manteve a estru­tura neo­gó­tica. A cate­dral foi final­mente con­sa­grada pelo papa João Paulo II em 15 de junho de 1993. O inte­rior sur­preende pela deco­ra­ção con­tem­po­râ­nea, com vitrais e pin­tu­ras moder­nas no teto e na abside. Em 2004, ali se cele­brou o casa­mento do então prín­cipe Felipe com Letizia Ortiz.

Museu · Madrid

Museo del Prado

O Museo del Prado abriu suas portas em 19 de novem­bro de 1819 como Museu Real de Pin­tu­ras e Escul­tu­ras, por ini­ci­a­tiva do rei Fer­nando VII e de sua esposa, Maria Isabel de Bra­gança. O edi­fí­cio neo­clás­sico, pro­je­tado por Juan de Vil­la­nu­eva no fim do século XVIII, havia sido con­ce­bido para abrigar um gabi­nete de ciên­cias natu­rais, no âmbito das refor­mas ilus­tra­das de Carlos III. O núcleo do acervo vem das cole­ções reu­ni­das pelos reis da Espanha ao longo de séculos, o que explica a extra­or­di­ná­ria con­cen­tra­ção de obras-primas. O Prado guarda o mais impor­tante con­junto de pintura espa­nhola do mundo, com Veláz­quez, autor de “As Meninas”, El Greco, Murillo, Zur­ba­rán e Goya, de quem expõe os retra­tos da corte, “O Três de Maio de 1808” e as “Pin­tu­ras Negras”. A pintura fla­menga e ita­li­ana é igual­mente notável, com Hie­rony­mus Bosch e seu “Jardim das Delí­cias”, Rubens, Ticiano, Rafael e Tin­to­retto. Ampli­ado no início do século XXI pelo arqui­teto Rafael Moneo, o museu integra o chamado Paseo del Arte, a poucos passos do Retiro.

Basílica · Barcelona

Sagrada Família

A Basí­lica da Sagrada Família é a obra mais célebre de Antoni Gaudí e um dos monu­men­tos mais visi­ta­dos da Europa. Con­ce­bida como templo expi­a­tó­rio, finan­ci­ado por doações, teve a pedra fun­da­men­tal lançada em 1882, segundo projeto neo­gó­tico de Fran­cisco de Paula del Villar. Em 1883 a direção passou ao jovem Gaudí, que trans­for­mou com­ple­ta­mente a ideia e dedicou a ela os últimos anos da vida, até morrer em 1926, atro­pe­lado por um bonde. Em vida, ele viu con­clu­ída apenas parte da obra, como a cripta e boa parte da fachada do Nas­ci­mento, repleta de escul­tu­ras que narram a infân­cia de Cristo. A cons­tru­ção con­ti­nuou ao longo do século XX e XXI, com base em seus dese­nhos e maque­tes, par­ci­al­mente des­tru­í­dos na Guerra Civil; a fachada da Paixão recebeu escul­tu­ras de linhas angu­lo­sas de Josep Maria Subi­ra­chs. O inte­rior, con­sa­grado como basí­lica pelo papa Bento XVI em 2010, lembra uma flo­resta de colunas rami­fi­ca­das, banhada pela luz colo­rida dos vitrais. A torre central, dedi­cada a Jesus Cristo, foi pla­ne­jada para ser a mais alta do con­junto, no ano do cen­te­ná­rio da morte de Gaudí.

Museu · Barcelona

Museu Nacional d’Art de Catalunya (MNAC)

No alto da colina de Mont­juïc, o Museu Naci­o­nal d’Art de Cata­lunya ocupa o Palau Naci­o­nal, impo­nente edi­fí­cio cons­tru­ído para a Expo­si­ção Inter­na­ci­o­nal de Bar­ce­lona de 1929. Diante dele, esca­da­rias e cas­ca­tas descem até a Font Màgica, cujos espe­tá­cu­los de água e luz atraem mul­ti­dões. O museu abriga uma das cole­ções de arte româ­nica mais impor­tan­tes do mundo: pin­tu­ras murais dos séculos XI e XII reti­ra­das, no início do século XX, de peque­nas igrejas dos Pire­neus cata­lães para protegê-las da dete­ri­o­ra­ção e da venda ao exte­rior. Reins­ta­la­das em espaços que repro­du­zem as absides ori­gi­nais, essas obras, como o célebre Pan­to­cra­tor de Sant Climent de Taüll, per­mi­tem ver de perto a força expres­siva da arte medi­e­val. O per­curso con­ti­nua com o gótico catalão, o Renas­ci­mento e o Barroco, com obras de El Greco, Veláz­quez e Zur­ba­rán, e alcança a arte moderna catalã, de Marià Fortuny a Ramon Casas e San­ti­ago Rusiñol, além de foto­gra­fia, desenho e numis­má­tica. A vista pano­râ­mica de Bar­ce­lona, a partir do terraço, é parte da expe­riên­cia.

Catedral · Santiago de Compostela

Catedral de Santiago de Compostela

A Cate­dral de San­ti­ago de Com­pos­tela guarda, segundo a tra­di­ção, o túmulo do após­tolo Tiago, o Maior, cuja des­co­berta no início do século IX trans­for­mou um lugar remoto da Galícia num dos maiores centros de pere­gri­na­ção da cris­tan­dade, ao lado de Roma e Jeru­sa­lém. Sobre as igrejas ante­ri­o­res, a cons­tru­ção da grande cate­dral româ­nica começou em 1075 e avançou durante o século XII. Dessa época é o Pórtico da Glória, obra-prima do Mestre Mateus, con­clu­ída no fim daquele século, com dezenas de figuras escul­pi­das de pro­fe­tas, após­to­los e anciãos do Apo­ca­lipse, recen­te­mente res­tau­rada com suas cores ori­gi­nais. No século XVIII, a cate­dral ganhou a monu­men­tal fachada barroca do Obra­doiro, de Fer­nando de Casas Novoa, que se tornou a imagem de San­ti­ago. No inte­rior, o famoso Bota­fu­meiro, um enorme incen­só­rio, balança de um lado a outro do tran­septo em cele­bra­ções espe­ci­ais. Ao fim do Caminho de San­ti­ago, os pere­gri­nos abraçam a imagem do após­tolo e visitam a cripta com suas relí­quias. A cidade velha é Patri­mô­nio Mundial da UNESCO desde 1985.

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