Catedral · Madrid
Catedral de la Almudena
Embora Madrid seja capital da Espanha desde 1561, a cidade passou mais de três séculos sem uma catedral própria, pois pertencia à antiga diocese de Toledo. Só em 1883 foi lançada a pedra fundamental da Catedral de Santa María la Real de la Almudena, dedicada à padroeira da cidade, cuja imagem, segundo a tradição, foi escondida nas muralhas durante o domínio muçulmano e reencontrada séculos depois. O projeto original, do marquês de Cubas, previa um grande templo neogótico, mas apenas a cripta, de estilo neorromânico, foi concluída nas primeiras décadas. As obras foram interrompidas por falta de recursos e pela Guerra Civil Espanhola, e o plano foi revisto: o exterior recebeu feição neoclássica para dialogar com o Palácio Real, que fica em frente, enquanto o interior manteve a estrutura neogótica. A catedral foi finalmente consagrada pelo papa João Paulo II em 15 de junho de 1993. O interior surpreende pela decoração contemporânea, com vitrais e pinturas modernas no teto e na abside. Em 2004, ali se celebrou o casamento do então príncipe Felipe com Letizia Ortiz.
Museu · Madrid
Museo del Prado
O Museo del Prado abriu suas portas em 19 de novembro de 1819 como Museu Real de Pinturas e Esculturas, por iniciativa do rei Fernando VII e de sua esposa, Maria Isabel de Bragança. O edifício neoclássico, projetado por Juan de Villanueva no fim do século XVIII, havia sido concebido para abrigar um gabinete de ciências naturais, no âmbito das reformas ilustradas de Carlos III. O núcleo do acervo vem das coleções reunidas pelos reis da Espanha ao longo de séculos, o que explica a extraordinária concentração de obras-primas. O Prado guarda o mais importante conjunto de pintura espanhola do mundo, com Velázquez, autor de “As Meninas”, El Greco, Murillo, Zurbarán e Goya, de quem expõe os retratos da corte, “O Três de Maio de 1808” e as “Pinturas Negras”. A pintura flamenga e italiana é igualmente notável, com Hieronymus Bosch e seu “Jardim das Delícias”, Rubens, Ticiano, Rafael e Tintoretto. Ampliado no início do século XXI pelo arquiteto Rafael Moneo, o museu integra o chamado Paseo del Arte, a poucos passos do Retiro.
Basílica · Barcelona
Sagrada Família
A Basílica da Sagrada Família é a obra mais célebre de Antoni Gaudí e um dos monumentos mais visitados da Europa. Concebida como templo expiatório, financiado por doações, teve a pedra fundamental lançada em 1882, segundo projeto neogótico de Francisco de Paula del Villar. Em 1883 a direção passou ao jovem Gaudí, que transformou completamente a ideia e dedicou a ela os últimos anos da vida, até morrer em 1926, atropelado por um bonde. Em vida, ele viu concluída apenas parte da obra, como a cripta e boa parte da fachada do Nascimento, repleta de esculturas que narram a infância de Cristo. A construção continuou ao longo do século XX e XXI, com base em seus desenhos e maquetes, parcialmente destruídos na Guerra Civil; a fachada da Paixão recebeu esculturas de linhas angulosas de Josep Maria Subirachs. O interior, consagrado como basílica pelo papa Bento XVI em 2010, lembra uma floresta de colunas ramificadas, banhada pela luz colorida dos vitrais. A torre central, dedicada a Jesus Cristo, foi planejada para ser a mais alta do conjunto, no ano do centenário da morte de Gaudí.
Museu · Barcelona
Museu Nacional d’Art de Catalunya (MNAC)
No alto da colina de Montjuïc, o Museu Nacional d’Art de Catalunya ocupa o Palau Nacional, imponente edifício construído para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929. Diante dele, escadarias e cascatas descem até a Font Màgica, cujos espetáculos de água e luz atraem multidões. O museu abriga uma das coleções de arte românica mais importantes do mundo: pinturas murais dos séculos XI e XII retiradas, no início do século XX, de pequenas igrejas dos Pireneus catalães para protegê-las da deterioração e da venda ao exterior. Reinstaladas em espaços que reproduzem as absides originais, essas obras, como o célebre Pantocrator de Sant Climent de Taüll, permitem ver de perto a força expressiva da arte medieval. O percurso continua com o gótico catalão, o Renascimento e o Barroco, com obras de El Greco, Velázquez e Zurbarán, e alcança a arte moderna catalã, de Marià Fortuny a Ramon Casas e Santiago Rusiñol, além de fotografia, desenho e numismática. A vista panorâmica de Barcelona, a partir do terraço, é parte da experiência.
Catedral · Santiago de Compostela
Catedral de Santiago de Compostela
A Catedral de Santiago de Compostela guarda, segundo a tradição, o túmulo do apóstolo Tiago, o Maior, cuja descoberta no início do século IX transformou um lugar remoto da Galícia num dos maiores centros de peregrinação da cristandade, ao lado de Roma e Jerusalém. Sobre as igrejas anteriores, a construção da grande catedral românica começou em 1075 e avançou durante o século XII. Dessa época é o Pórtico da Glória, obra-prima do Mestre Mateus, concluída no fim daquele século, com dezenas de figuras esculpidas de profetas, apóstolos e anciãos do Apocalipse, recentemente restaurada com suas cores originais. No século XVIII, a catedral ganhou a monumental fachada barroca do Obradoiro, de Fernando de Casas Novoa, que se tornou a imagem de Santiago. No interior, o famoso Botafumeiro, um enorme incensório, balança de um lado a outro do transepto em celebrações especiais. Ao fim do Caminho de Santiago, os peregrinos abraçam a imagem do apóstolo e visitam a cripta com suas relíquias. A cidade velha é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1985.