Esfera com a bandeira: França

Europa · 2 cidades

França

Paris e Ver­sa­lhes resumem séculos de his­tó­ria fran­cesa: a cate­dral gótica no coração da Île de la Cité, o maior museu do mundo às margens do Sena e o palácio que sim­bo­li­zou o poder abso­luto de Luís XIV.

Cidades visitadas

  • Paris
  • Versalhes

cidades com igreja, museu ou monumento descritos nesta página

Catedral · Paris

Notre-Dame de Paris

Na Île de la Cité, berço de Paris, a Cate­dral de Notre-Dame começou a ser cons­tru­ída em 1163, por ini­ci­a­tiva do bispo Maurice de Sully, e foi essen­ci­al­mente con­clu­ída cerca de dois séculos depois. É uma das obras-primas do gótico, com seus arco­bo­tan­tes, suas grandes rosá­ceas de vitrais e a fachada oci­den­tal de pro­por­ções har­mo­ni­o­sas, marcada por três portais escul­pi­dos e duas torres. Ao longo dos séculos, Notre-Dame foi cenário de grandes acon­te­ci­men­tos, como a coro­a­ção de Napo­leão Bona­parte como impe­ra­dor, em 1804. Depois de danos e aban­dono no período revo­lu­ci­o­ná­rio, o romance “Notre-Dame de Paris”, de Victor Hugo, publi­cado em 1831, des­per­tou o inte­resse do público pelo monu­mento, e o arqui­teto Eugène Viollet-le-Duc con­du­ziu uma ampla res­tau­ra­ção, acres­cen­tando a célebre flecha central e as qui­me­ras. Em 15 de abril de 2019, um incên­dio des­truiu a cober­tura e a flecha, como­vendo o mundo inteiro. Depois de cinco anos de recons­tru­ção, com arte­sãos que recu­pe­ra­ram téc­ni­cas tra­di­ci­o­nais, a cate­dral foi rea­berta em dezem­bro de 2024, com sua flecha refeita e o inte­rior res­tau­rado.

Museu · Paris

Musée du Louvre

O Louvre começou como for­ta­leza, cons­tru­ída pelo rei Filipe Augusto por volta de 1190 para pro­te­ger Paris. Trans­for­mado em palácio real no Renas­ci­mento e ampli­ado por suces­si­vos monar­cas, deixou de ser resi­dên­cia da corte quando Luís XIV se trans­fe­riu para Ver­sa­lhes. Durante a Revo­lu­ção Fran­cesa, em 10 de agosto de 1793, abriu-se como museu público, exi­bindo as cole­ções reais e, mais tarde, obras tra­zi­das pelas cam­pa­nhas napo­le­ô­ni­cas. Hoje é o museu mais visi­tado do mundo, com gale­rias que vão das anti­gui­da­des do Oriente Próximo, do Egito, da Grécia e de Roma às artes islâ­mi­cas, à escul­tura e à pintura euro­peia até meados do século XIX. Entre suas obras mais céle­bres estão a “Mona Lisa”, de Leo­nardo da Vinci, a “Vênus de Milo”, a “Vitória de Samo­trá­cia”, “A Liber­dade guiando o povo”, de Dela­croix, e “A Balsa da Medusa”, de Géri­cault. Em 1989, a pirâ­mide de vidro pro­je­tada pelo arqui­teto I. M. Pei passou a servir de entrada prin­ci­pal, unindo a arqui­te­tura moderna aos pavi­lhões his­tó­ri­cos e tor­nando-se ela própria um símbolo de Paris.

Palácio · Versalhes

Château de Versailles

O Palácio de Ver­sa­lhes nasceu como um modesto pavi­lhão de caça de Luís XIII, cons­tru­ído em 1623. A partir de 1661, Luís XIV, o Rei Sol, decidiu trans­formá-lo no maior símbolo do poder abso­luto: os arqui­te­tos Louis Le Vau e Jules Har­douin-Mansart, o pintor Charles Le Brun e o jar­di­neiro André Le Nôtre criaram um con­junto monu­men­tal de palácio, jardins, fontes e canais. Em 1682 a corte e o governo ins­ta­la­ram-se em Ver­sa­lhes, que per­ma­ne­ceu sede do poder até 1789, quando a Revo­lu­ção obrigou Luís XVI e Maria Anto­ni­eta a retor­nar a Paris. A Galeria dos Espe­lhos, com 357 espe­lhos vol­ta­dos para os jardins, foi palco de dois acon­te­ci­men­tos deci­si­vos: ali foi pro­cla­mado o Império Alemão, em 1871, e ali se assinou o Tratado de Ver­sa­lhes, que encer­rou for­mal­mente a Pri­meira Guerra Mundial, em 28 de junho de 1919. O rei Luís Filipe trans­for­mou o palácio em museu da his­tó­ria da França em 1837. Com o Trianon e o luga­rejo de Maria Anto­ni­eta, Ver­sa­lhes é Patri­mô­nio Mundial da UNESCO desde 1979.

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